Controle reprodutivo + controle sexual = patriarcado

Há um tempo, escrevi um texto explicando, de forma bem resumida, como se deu o início, há alguns milênios, da opressão da mulher. A exploração reprodutiva e da sexualidade explicam a mulher, enquanto de pessoas, tem estado sistematicamente na situação de “outro”, de não possuidora de poderes (não só o poder prático/fático de governar ou de fazer leis, mas também de produzir conhecimento, de pensar a própria condição, de interpretar e registrar a história, de criar mitos à sua própria imagem, de criar obras que espelhassem sua grandeza, e assim por diante). …


Linguagem importa

Tradução do artigo , de Laura Briggs, publicado originalmente no blog Você pode ler o original em inglês aqui.

O termo “trabalho sexual” tem substituído a palavra “prostituição” nas discussões contemporâneas sobre o assunto. Isso não é acidental. A frase “trabalho sexual” tem sido adotada por feministas liberais e poderosos lobistas numa tentativa deliberada de conduzir a narrativa sobre a prostituição.

Fumaça e espelhos

Superficialmente, o termo “trabalho sexual” pretende fazer a prostituição soar mais palatável. É usado para remover as conotações…


ONU Mulheres, tá tudo bem?

“There’s no wrong way to be a woman?”

Tradução do texto de Suzanne Moore.

Eu tinha um pouco de receio, devo admitir, de que eu estivesse fazendo essa coisa de ser mulher toda errada. A minha vida inteira eu não peguei o jeito. Há muitas coisas pelas quais se espera que as mulheres se interessem: compras, programas de culinária, filmes nos quais outras mulheres são torturadas que me deixam gelada. Idem: casamentos, namorar, chás de bebê, fofocas de celebridade…


Trabalhar juntas amplifica todas as nossas vozes

Tradução do texto de Bea Jaspert. Você pode ler o original, em inglês, aqui.

Recentemente eu tenho percebido uma conexão interessante entre grupos díspares que enfrentam uma discriminação sistêmica e interconectada e violência em razão de características anatômicas específicas, e fiquei pensando se haveria algum benefício em formar uma aliança entre esses grupos para lutar de forma mais efetiva e fazer ativismo por seus direitos?

Os grupos são os que se segue -

1. Menstruadores


Ahed Tamimi

O patriarcado não é só israelense

Tradução do texto , por Yara Hawari, publicado originalmente no site do . Você pode ler o original, em inglês, aqui.

Sobre a autora: Drª Yara Hawari possui PhD em Política do Oriente Médio pela Universidade de Exeter, onde também lecionou a respeito e à qual ainda é vinculada, de forma honorária, como pesquisadora. Além de ser analista política sênior pelo Al-Shabaka (), ela escreve artigos de cunho político para diversos jornais internacionais, notadamente


Rebatendo falácias

Filósofas feministas radicais e críticas de gênero desafiam suas/seus oponentes a evitar alguns lances argumentativos obviamente ruins

Por Sophie Allen, Jane Clare Jones, Holly Lawford-Smith, Mary Leng, Rebecca Reilly-Cooper, e Kathleen Stock. Original em inglês aqui.


Compreendendo metodologias de análise

Das acusações que são mais constantemente feitas às feministas radicais, está no a acusação de que “feminismo radical não faz análise interseccional”. E é verdade. É verdade, porque um feminismo de base materialista, como é o radical, não combina com o aparato teórico por trás de conceitos como a “interseccionalidade”.


Opressão feminina como fetiche e expressão de identidade.

Quando um homem sabe que não é mulher

Comentário da tradutora: Essa é a tradução do texto “17 , de Miranda Yardley.

Miranda Yardley é um homem. Ele afirma ser um homem; ele não diz ser mulher. Ele usa roupas consideradas “femininas” e se apresenta à sociedade de forma considerada “feminina”, além de ter adotado o nome de Miranda. Só que não exige ser tratado por “ela”, nem reivindica — nem acredita — ser mulher. Miranda apóia aberta e publicamente o feminismo radical, e, por isso, já inclusive…


Créditos na imagem.

Antes tivesse lido.

Nós, feministas — ou mulheres de movimentos populares de esquerda, que não se reivindicam feministas, mas comunistas, anarquistas, de movimentos comunitários, enfim — , tendemos a considerar homens do mesmo “espectro político” que o nosso como nossos aliados naturais pelo simples fato de, bem, eles estarem no mesmo espectro político que nós. Principalmente quando o relacionamento adquire contornos sexuais (e não vou nem dizer “afetivos”, porque o que demarca a diferença, na cabeça dos homens, é a presença de coito ou não, a não ser que ele ativamente pense sobre isso — não se enganem).

O que a história —…


Como podemos ajudá-las a se valorizarem umas às outras?

Tradução do texto de Jayne Manfredi, reblogado e postado aqui.

Recentemente escrevi sobre como nossa sociedade torna incrivelmente difícil para meninas valorizarem e apoiarem umas às outras, e isso me fez pensar sobre formas como nós, como mães, podemos ajudá-las a nutrir boas relações entre nossas filhas em crescimento. Nós frequentemente tomamos como certo que meninas automaticamente irão querer zelar e apoiar umas às outras, mas eu penso que isso é ingênuo, especialmente…

Furiosa

lista completa dos meus textos: https://abre.ai/caCX. Apoie meu trabalho: https://apoia.se/furiosa .

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